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19.7.18

O que temos feito nas redes sociais?

O que temos feito nas redes sociais | neodesvario | arte | social media | pawel kuczynki

E com as duas palavras - redes sociais - nossa mente já vai direto ao virtual, percebeu? Confesso que, pessoalmente, tenho estado bem triste com as relações sociais físicas que chegam até mim. Na verdade eu nunca fui muito sociável, mas tem aquelas pessoinhas que fazem meus dias melhores com uma conversa, em contraponto, tem aquelas que evito ao máximo por me deixarem mal começando pela energia.

É, eu acredito em energia. Eu acredito e sinto.

Daí quando a gente vai pro virtual, como pode haver a troca de energia? É possível? As pessoas estão querendo que haja alguma troca? Além disso, o que a gente tem feito nessa internet de meu-deus? A gente tá dialogando com as pessoas? Estamos evoluindo, lendo, conversando? A gente tá cuidando das pessoas? Trocando - e não apenas expondo - experiências? O que estamos fazendo nesse novo jeito de existir? Existir é suficiente? Estamos vivendo?

Se quando a gente pensa em "redes sociais" a gente lembra da virtual, o quão impessoal, e abraçando essa impessoalidade, estamos sendo? Ou as redes sociais podem sim ser pessoais?

Eu não acredito que as pessoas gostem de ficar o tempo todo sozinhas. Até quase o tempo todo, sim, mas todo ele, não. E eu tô falando em fazer isso de boa, sem sentir falta, com a mente sã. Porque somos humanos e humanos dependem de relações sociais, nem que seja indo numa feira e pedindo desculpas por ter esbarrado numa moça. A gente precisa.

Nas redes sociais virtuais não poderia ser diferente.

Tem tanta gente que sai desse mundo "real" em busca de um refúgio em algum cantinho dessa internet. Não tá nos planos dessas pessoas chegar nesse cantinho e ser ignorada, tá? As pessoas estão aqui em busca de algo para elas também, alguns pixels de espaço, algumas inspirações para ter, informações, aprendizados, uma palavra amiga... Elas querem e nem sabem. Ou sabem?

Mais uma pergunta: para que servem as redes sociais?

Quero dizer: para que serve para nós, pessoas comuns?

A gente vive criando conteúdo para as redes e só? Elas ganham dinheiro em cima de nossos anseios e só? É só nisso que a gente vai ficar? Numa troca de like e seguidor enlouquecida e que só vê números que na verdade não dizem nada sobre nós, dizem apenas que aquele app tá cheio das pessoas enriquecendo por trás do html ou grandes marcas.

O que temos feito nas redes sociais | neodesvario | arte | social media

Poxa, somos seres tão complexos. Somos seres únicos - como todos os outros, não podemos esquecer. A gente não pode ficar só na sensação de que estamos evoluindo, aprendendo, melhorando, crescendo. As redes sociais fazem isso com a gente e a gente fica estagnada sendo iludida por coraçõezinhos... Vamos partir para ação? 

Desde o filme Capitão Fantástico tenho mudado minha conduta nas redes sociais, virtuais e físicas. A cada dia tenho tentando agregar para mim e para as pessoas que estão à minha volta. Comecei um diálogo pelo imbox do instagram com algumas pessoas que responderam uma enquete e me senti tão bem. Parecia que eu tinha sentado com cada um num barzinho diferente enquanto tomávamos algo e conversávamos sobre quem somos. Mandar palavras de carinho e receber, mesmo que escritas e via banda larga, refaz a gente, sabe? Me senti acrescentada e pretendo continuar com isso por lá. Se quiser conversar também, tá convidada.

Os diálogos aqui onde chove e faz sol estão engraçados, para não dizer com um humor bem ruim mesmo. Quando a gente acha que tá perto de uma pessoa com empatia e sensibilidade, ela nocauteia a gente com uma frase meio - toda - bosta. Uma dessas frases me deixou refletindo e comecei a ler um livro chamado O Processo Civilizador. Ou seja, peguei aquela coisinha que ficou ruminando em mim e transformei em busca de conhecimento. É massa. Melhor que só ficar no negativismo, sério, não faz isso, só magoa a gente.

Enquanto aqui fora continua assim meio fuen, uso essa internet maravilhosa para me conectar com pessoas maravilhosas que só me acrescentam e me fazem tão bem, chegando ao ponto de mandar essa energia boa de lá para cá e ela fica indo e vindo daquele jeito bom. Um desses canais é esse broguitcho, que me possibilita encontrar quem me faz bem <3

Esse post não tem conclusões e nem é para ter, é uma conversa e, como uma conversa, vai e vem. Queria saber o que você acha disso tudo, se conseguiu acompanhar essas minhas interrogações e se fez alguma diferença aí desse lado. Vamos transformar nossos espaços aqui em grandes barzinhos que servem chás, cafés e comida gostosa.

Dois podcasts que escutei sobre redes sociais e recomendo:


Mamilos + Meio Fio em 4D

Tem algum recurso para me indicar para ampliar os conhecimentos? Comenta aqui!
*arte1: Pawel Kuczynski
arte2: desconhecido

8 comentários:

  1. Acredito que há muitas maneiras de utilizar a internet, mas as pessoas não utilizam de maneira correta para beneficiar o seu futuro, criar laços que sairão do virtual para sentir-se mais a vontade, fazer um ciclo confortável, sabe? O ego hoje é limitado aos likes, assim como a autoestima, e empatia. Muita coisa hoje, que deveria ser pregado e feito no mundo real, só é feito na internet porque de like, militar em busca de likes com argumentos vazios e fora dela faz tudo contrário.

    Adorei a publicação, realmente, precisamos pensar sobre a internet e como é utilizada.

    Beijos do Deivy!
    www.blogdodeivy.com

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    1. Não sei se há uma forma "correta" de usar a internet, acho que devemos procurar formas mais VERDADEIRAS e não danosas de utilizá-la, sabe? E acho que isso é muito subjetivo. Eu acho que o ego, na vida palpável, também é regado por coisas que ganhamos em troca, na maioria das vezes. É muito difícil alguém fazer e trazer algo positivo pra/por algumas pessoas em troca de nada, talvez a internet só deixe tudo isso mais claro. Já essa questão de militar em troca de like, eu vejo muito dos alguns lados: pessoas que não tem coragem de ser quem se é na vida "real" e encontrando uma brechinha no mundo virtual para se descobrir, tem as pessoas também que militam para que a informação chegue em outras, de uma forma que sem a internet não chegaria, e tem também as pessoas que não tem coragem de fazer suas maldades lá fora (porque pode haver consequências) mas quando chegam aqui acham que é terra sem lei (e na maioria das vezes estão certas, infelizmente) e se lançam a cometer crimes protegidos por uma tela...

      Enfim, é uma discussão bem intensa que tô adorando a troca haha
      Obrigada pelo carinho e pelo comentário <3

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  2. eu havia apagado o twitter, e pensei seriamente em apagar facebook, e depois instagram. mas percebi que algumas pessoas sentem minha falta. então vou tentar voltar mais contida, sem ficar ó meu deus preciso checar minhas notificações [difícil, né?]. mas quero e preciso me organizar tanto on, como offline. porque a vida está muito fuén mesmo. foi muito bom conversar aquele dia, fazia tempo que não participava disso, às vezes é um like, um coraçãozinho e já era, né. saudade mesmo dos velhos tempos do msn ahahahha

    mas te compreendo total. não me sinto sequer encaixada em minha geração. vivo de sonhos do passado, do que poderia ter acontecido e não aconteceu. preciso aceitar o que se concretiza e fazer do limão a limonada.

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    1. Bem fuen mesmo kkkkk eu adorei conversar com você também, me senti acolhida ><
      Mds eu adorava o msn suhaushasu
      Eu não sei se não me encaixo na minha geração, sei lá, não gosto de pensar assim senão fico triste rs gosto de pensar que posso ser dessa geração e fazer diferente, fazer melhor, porque só quem fez as revoluções foram os "diferentes" né? kk

      Obrigada pelo carinho, pelo comentário e por aquela conversa, de novo <3

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  3. embora a gente possa adoecer sim nesse meio virtual, eu acredito que conseguimos trocar energia e conversas de barzinho nessa internet linda da deusa. já passei por muitas crises de identidade virtual e entendo seu ponto de vista!

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    1. Podemos, sim, Lariiii
      Fica difícil quando a gente perde o controle e o objetivo mas com certeza dá pra ter energia e conversas trocadas por aqui, ainda bem haha

      Obrigada pelo comentário e pelo carinho <3

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  4. Pois é, mana. Esse post ressoou cá dentro, porque esses dias eu tava pensando nisso. Por um lado eu gosto muito desse diálogo nas redes, também. Essa troca. Podemos falar com gente que admiramos, trocar ideia, e podemos mostrar nossa rotina e história, também. Acho que enriquece ver tanta gente diferente e tantas histórias.
    Por outro lado, vejo amigas que se sentem mal porque tem 1000 seguidores ou 300. Ficam tristes mesmo, sabe? Medindo seu valor em número de likes e engajamento. Na minha visão, acho que se você tem 0 ou 1 milhão de seguidores, você continua com o fardo e a delícia de ser vc mesmx. Não tem pra onde escapar.

    Essa pessoa que disse uma frase bosta: sei lá, acho que ela pode ter empatia, sim, não? Não sei, tô aqui supondo. A gente sempre solta umas frases bosta de vez em quando. Daí não sei :) às vezes essa pessoinha é umx amigx e tanto.

    Quando vc falou de números, e que a gente se tornou isso, ressoou por aqui :( algumas amigas minhas já estão tratando pessoas como números, se matando pra ter engajamento. Isso me desanima às vezes. As redes são ótimas, mas algumas coisas podemos filtrar, e ver como estamos agindo, se aquilo faz mais mal a nós do que bem, e se contribui para o mundo, ou só fomenta o sistema de lucro do próprio Insta.

    Beijos, Neo <3 amei o post e a reflexão toda. Acho que acabei conversando demais, né? :P hahahaha.

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  5. Eu não tenho uma opinião 100% fixa sobre o assunto, mas sua reflexão me fez pensas bastante. Acho a internet uma ferramente maravilhosa, assim como as redes sociais virtuais, mas acredito que tudo depende de moderação e da relação da pessoa que está fora da telinha com o que está rolando na rede. É importante lembrar que a internet é movida por pessoas tais como nós, que as regrinhas de educação valem por aqui assim como no offline, mas ao mesmo tempo acredito que exista um limite de dependência. Por exemplo, quando eu tinha lá meus 12/13 aninhos e estava passando por um princípio de depressão, encontrei refúgio nos amigos virtuais e fóruns de RPG. No começo foi ótimo conhecer e me envolver com novas pessoas, mas com o tempo passei tanto tempo naquilo que me sentia mal quando ficava muito tempo longe do computador, porque sentia que estava ignorando meus amigos lá pra viver minha vida, e isso parecia absurdo. Deu pra entender o link entre as coisas? dksdsjdks

    Mas se tem algo que aprendi muito recentemente, é que o poder e efeito que as redes sociais virtuais tem sobre você é você quem decide. Se você souber os limites, se cercar de coisas e pessoas legais e usar essa conexão para levar boas palavras para todos, os efeitos serão positivos. Agora, se você é prisioneiro do celular/pc e/ou fica por aí absorvendo coisas tóxicas, já são outros quarenta. Quem faz a internet e, principalmente as redes sociais, somos nós afinal de contas.

    b-luelabel.blogspot.com

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Oi, obrigada por vir e volte mais vezes ♥

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