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20.10.17

O tempo me trouxe o trabalho manual e eu não solto mais

Passei muito tempo da minha existência acreditando e aceitando que eu era a pior quando se tratava de trabalhos manuais, que existia o bom, o ruim e depois vinha eu mesma para mostrar como as coisas podiam ficar piores nesse departamento.

Tinha tentando crochê, bordado, entre eles o ponto cruz (que me entendiava), pintura, entre tantos outros e continuava seguindo veemente aquela velha procissão do "não consigo". Precisei viver vinte anos para entender que não existe dom e sim persistência e que existe um tempo para cada coisa na vida, inclusive ~pasmem~ para o trabalho manual. Ou talvez, melhor: se encontrar.

Quando vi a Grazi abrindo sua lojinha e oferecendo ao mundo algumas das várias coisas lindas que ela aprendeu na vida, me dei ao trabalho de procurar algo que eu me identificasse, algo que me fizesse bem durante o processo e ~quem sabe~ até descolar uma grana no meio do caminho, o que seria um bônus muito bem vindo dadas às condições atuais mas com certeza não era o foco.

Me joguei nos vídeos e nas pesquisas em geral, arrastando meu namorado claro, e no outro dia ele já tinha trazido madeiras cortadas nos tamanhos certos, lã e pregos para começarmos a fazer tear. Um para mim e um para ele. Fomos dormir de manhã com nossos brinquedinhos novos e comprando mais lã. No que estávamos fazendo tinha um pouco de crochê e resolvi ceder aos prazeres ~da carne~ e me aventurar no crochê de novo. Logo já tínhamos mais dois novelos de lã e dois tipos de agulha.

Depois disso, passamos a aprender e planejar várias coisas (@vvinculo) mas que só precisou de um pouco de inspiração, vontade e gostar do que estávamos fazendo. Antes eu não conseguia me identificar com algumas dessas coisas que eu já tinha tentando porque estava me forçando àquilo, eu não me via naquilo, apenas reproduzia pois minha mãe costumava fazer e ela fazia parecer fácil porque ela gostava daquilo ~no passado, porque hoje ela continua, sim, fazendo trabalhos manuais mas com peças de bebê e costura.

Percebe como é volátil a vida? Precisei passar uns maus bocados, sair de casa, entrar em crise existencial, desistir de um curso de vida para só então perceber o que realmente me trás paz no momento. O trabalho manual não apenas me fez ver que eu sou capaz mas também me fez sonhar com um outro curso de vida mais leve, com mais surpresas, que me orgulha e com alguém que amo.

Então, você, que admira algum trabalho, algum hobbie, seja fotografar, ilustrar, crochetar, plantar um cacto, qualquer coisa, se isso te inspira ~e não faz mal a ninguém, nem mesmo a você~ se dê esse trabalho. Tente, persista, erre e tente de novo, aceite que é um ser humano e que errar todo mundo erra mas tentar de novo é só se você quiser de verdade, senão, deixa para lá e procura outra coisa, o negócio é se encontrar nesse mundão cheio de opções.

5 comentários:

  1. Trabalhos manuais são muito bons e para mim funcionam como uma espécie de terapia.
    Muito legal que seu namorado tenha embarcado nessa junto com você!
    Sempre achei que o artesanato em geral não é um dom, depende mais do querer da gente mesmo. Aprendi a desenhar vendo vídeos no YouTube.

    Abraço!

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    1. É mesmo uma terapia, tão bom o processo quanto o resultado, seus desenhos são lindos <3

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  2. ai, meu deus *-*
    amanhã vou em uma oficina de plantas medicinais! amo aprender coisas!

    Com amor,
    Bruna Morgan

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    Respostas
    1. Que delícia, que sonhoo, adoraria que tivesse por aqui haha

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Oi, obrigada por vir e volte mais vezes ♥

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