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Melhores playlists para começar o dia bem

Já faz algum tempo que tenho escutado e percebido quais músicas mexem comigo de uma forma positiva, por qualquer motivo que seja. Seja...

4.6.18


Faltamos no mês passado? Faltamos. Mas foram tempos difíceis e corridos para alguns de nós e não dava postar com um faltando, né non? Como eu disse, foram tempo difíceis mas não é sobre isso que vamos falar hoje, deixa isso pros outros dias, vamos focar na parte boa que existiu entre esses dias ruins, ou vice-versa e compensar esses dois meses que passaram.

Mês passado meus netos nasceram. Foram e são as coisinhas mais lindas desse mundo. Já estão bem grandinhos e correndo. Começaram a comer ração ontem, compramos de filhote quando percebemos que um deles já fuçava a ração da mãe deles. No mesmo dia que eles nasceram, estávamos com visitas e essa é uma das coisas pelas quais também agradeço, desde esse dia essa mesma visita tem se repetido, tornado um hábito bom, sabe? É tão legal às vezes receber alguém ou ir encontrar alguém só para conversar, comer, assistir...  E em uma dessas vezes ganhei um bolo vegano, gente! Como lidaaar??? Sábado já vamos repetir a dose, mas aí já é conversa pro próximo mês haha


Voltei a fazer exercícios e, cara, tava precisando muito. Agora mesmo tô toda doída de segunda mas tão bom. Como entender? Não sei haha No começo é mais difícil mas tenho me "forçado" a ir porque de alguma forma eu sei que me ajuda, não só com relação ao corpo, mas tenho tentado descarregar minhas frustrações e falta de paciência nisso pra deixar minha mente mais relaxada. Pensando na prática de exercícios assim fica até mais fácil pra mim sair de casa e fazer meu corpo ficar cansado.

Nesse meio tempo comecei a fazer terapia e sigo nela. Foi a melhor decisão que tomei, embora já bem atrasada. Tenho aprendido algumas coisas sobre mim e sobre o meu próprio contato com a terapia. Se quiserem que eu fale um pouco sobre isso aqui é só dizer. Sinto que, mesmo estando no século XXI, tem bem pouca gente falando sobre isso e sobre o que a gente sente com essas doenças. É um tabu, né? Eu mesma tenho medo de falar sobre com algumas pessoas porque a gente sabe que tem gente que vê isso como ou loucura total, ou besteira. Falei um pouco sobre como isso me prejudicou aqui mas vamos falar mais sobre, trocar figurinhas e dar as mãos?

Daí entra outra coisa que me deixou mais satisfeita comigo mesma: voltei a postar por aqui. Estamos voltando devagarzinho para não se tornar mais um peso que eu tenha que lidar. A escrita é como um cano de escape pra mim, isso não mudou, mas envolta de crises não consegui redigir nem sequer uma palavra e isso também me deixava bem triste. As trocas que tenho com vocês aqui também me enchem de felicidade, muito obrigada a todo mundo que mesmo depois de eu sumir aparece por aqui e, principalmente, quem me deixa saber disso.

Agradeço muito, muito mesmo pelo grupo maravilhoso do Gratitude no whatsapp formado por mim, Grazi e Guttho. São duas pessoas que moram tão longe mas que consegui formar um vínculo muito amorzinho por essa internet de-meo-deos (tá vendo que tem coisa boa?). Sou aquela integrante que vem pedir socorro no meio da noite meixxmo e sempre tem alguém pra me escutar, mesmo com uma vida e rotinas tão diferentes. Obrigada, gente, de verdade verdadeira!


Em todo esse tempo consegui terminar de ler três livros e OMG, quanto tempo faz que não leio um livro atrás do outro, hein? Achei uma vitória pessoal, uma conquista. Li O Muro, Resistência e Outros Jeitos de Usar a Boca. Agora tô lendo A Hora da Estrela da Clarice Lispector mas peguei spoiler num texto do começo do próprio livro aff Isso me desanimou um bocado mas sigo firme pra aproveitar pelo menos a escrita. Todos vão aparecer por aqui, O Muro já apareceu, mas conta aí se você já leu algum desses ou se tem curiosidade!

E, por último mas não menos importante, fiz um queijo vegano e ficou até bem bom, nem esperava que fosse ficar, sério. Ficou bem feinho o bichinho, rapaz, mas foi a primeira vez, vai! E o que vale é o que importa: tá gostoso, todo mundo aqui gostou e estamos felizes com isso. Mostrei ele no instagram e com certeza vou mostrar mais vezes, se quiser ver.

Vejam também os posts de Grazi e Guttho <3
28.5.18


Eu já tinha esse livro desde o começo do ano, se não me engano, mas só comecei a ler depois da indicação de um amigo. Minha curiosidade maior era em saber o que Sartre pensava, já que ele mantinha um relacionamento com Simone de Beauvoir, sabe?

Esse livro se trata de cinco contos mas não é seguro que todos vão agradar a quem lê. Cada conto tem uma abordagem diferente dos personagens e dos temas porém sempre com um tipo de narrador que se confunde com os pensamentos dos personagens. Creio que seja a marca de Sartre. Pode confundir o leitor no começo mas indo com paciência dá tudo certo, vai por mim.

Os cinco contos são:

  • O Muro
  • O Quarto
  • Erostrato
  • Intimidade
  • A Infância de um Chefe
Uma das coisas que percebi, e que esse meu amigo que indicou também disse, é que ele tem uma ideia sobre a morte de que depois dela, acabou. Fim. E isso dá para perceber na forma que ele trata da vida dos personagens, como algo frágil, que a qualquer momento pode acabar e então toda aquela vida registrada, toda aquela problemática do conto vai junto, mesmo que o tema morte em si não tenha sido trazido a tona. Dando uma pesquisada, vi que Jean-Paul é considerado o representante do existencialismo. Tudo fica bem claro em seus escritos.


Sabemos que Sartre era envolvido com a política de sua época, aliás, ele vivenciou grandes guerras, inclusive a Guerra Fria, então não dava para correr muito disso, não é mesmo? Em alguns de seus contos ele trás isso de forma bem clara: no primeiro, o fascismo na voz e na pele de um personagem anarquista, e no último, mostrando os lados, direita e esquerda, como forma de ideologia e escolha (que estamos vivenciando tão bem hoje).

Particularmente, esses foram mesmo os que eu mais gostei, risos, porque ele trata de forma crítica essas questões. A Infância de um Chefe, por exemplo, traça o roteiro para se tornar um chefe em Paris, deixando bem claro suas críticas à relação de poder entre alguém que manda porque tem mais dinheiro e alguém que tem que "agradar" para manter um emprego e ter o que comer. Achei muito legal as análises, porque ele de forma alguma ofende abertamente, ele apenas expõe o linguajar e a sensação de superioridade que essas pessoas têm. Aquela crítica de leve no capitalismo e na relação de poder por meio do trabalho.



Tem também a sensação de ameaça que os mais abastados sentem ao ver que tem pessoas ascendendo socialmente, aquele medo de perder os privilégios que quem está em cima sempre sente, né?

Esse não é um livro para todo mundo em qualquer momento da vida. Tenho certeza que tem pessoas que iriam odiar, pois não estão ambientalizadas ao que ele quer falar, ou que simplesmente abominam o que ele fala, mesmo assim recomendo bastante para todos porque pode despertar uma mentalidade crítica e que procura por informações. Como eu estava com um ritmo de leitura péssimo, demorei mais de mês para terminar O Muro, porque eu queria sugar tudo que tem nele mas se você está num ritmo melhor, lendo vários livros, se joga agora.

Essa edição que comprei é muito gostosinha de ler: boa diagramação, letras em um ótimo tamanho, o papel amareladinho e grossinho, espaçamento muito bom... Tudo isso colabora para que, se você estiver num ritmo bom de leitura e gostar do tema, você termine as 172 páginas mais rápido do que eu.

Se tiver curiosidade de ler e puder comprar, pode comprar por aqui. Assim você ajuda esse cantinho com uma pequena porcentagem na hora da compra sem gastar mais nada para isso.
4.5.18


Estou na terceira semana da terapia.

Infelizmente esperei ficar na pior situação possível para buscar ajuda profissional. Achava que era bobagem, que a médica ia escutar o que eu tinha para falar e depois me mandar para casa porque era tudo uma grande bobagem, que eu podia muito bem resolver tudo aquilo sozinha e que eu só não tinha resolvido porque não quis.

Quando eu chegava à conclusão de que, sim, eu precisava de ajuda, alguém chegava e me dizia o que eu tinha medo de ouvir porque eu já repetia para mim sempre: você tem tentado mesmo de verdade? 

As pessoas podem ser bem cruéis mesmo sem perceber, não é? Daí quando tentamos argumentar, reformulam a frase mas tendo o mesmo sentido. A pergunta não é sobre como nos sentimos, não é sobre as dificuldades que estamos enfrentando, não é uma dica sobre procurar um profissional, até porque ninguém tem que ter os melhores conselhos mas um profissional pode saber o que fazer com tudo isso. Não. A pergunta é sobre o que não conseguimos fazer, mesmo tendo sido explicado tantas vezes.

Porque, fala sério, quem não gosta de cumprir suas metas? De ler um bom livro como estava acostumada anos antes, quando lia quatro por mês por prazer? De realizar coisas novas, fazer uma boa limpeza no chão só pelo simples motivo de se deitar nele? 

Não conseguir realizar o que nos dá prazer é o alarme gritante de que a ajuda é necessária. Não dei ouvido a esse alarme. Esperei passar por várias crises até chegar na última em que fiquei sem ar e quase ia caindo no chão do banheiro. Assim fiquei três dias: tonta, sem ar, sem vontade de comer, sem vontade de mexer no celular, de falar, nada. 

Marquei a consulta no meio desses dias e fui com muito medo, mas o medo de qual seria o próximo estágio daquilo tudo era bem maior. Eu nem sabia o que era aquilo tudo.

O diagnóstico foi certeiro: ansiedade. Só de saber contra o que eu estava lutando já me deixou mais leve. Aprendi algumas técnicas de respiração e comando mental para se acontecesse da crise vir à tona e desde então nunca mais passei três dias de inferno como aqueles. Agora sei o que acontece comigo e o que preciso fazer caso eu sinta me dominando, então se vier já saio dessa mais rápido.

Não tomo remédios. Sei que tem algumas pessoas que necessitam dessa medicação mas no meu caso, não precisou. A procura por uma psicanalista talvez tenha ajudado nessa decisão, visto que se eu tivesse ido para uma psiquiatra teria mais chances de ser receitada a tomar alguma coisa. Essa questão é muito subjetiva, acredito.

Já sinto muitas mudanças mas vou esperar completar pelo menos um mês para falar sobre elas. Ainda estou sentindo elas e feliz pela conquista de cada uma. 

Saber que não estamos e nem precisamos resolver nossas questões sozinhos é um divisor de águas. Aceitar precisar de ajuda não é uma fraqueza. É preciso ser forte para admitir e dar a volta por cima, principalmente com tantas adversidades ao nosso redor dizendo que isso não é verdade. Ir na onda dessas pessoas só nos faz ter os mesmos problemas psicológicos que elas tem e que elas não solucionam por acreditarem serem robôs.

Somos feitos de pele, carne, ossos e coração. Sangue corre dentro de nós. Não podemos mais nos tratar tão mal por causa de um egoísmo com nós mesmos que foi formatado socialmente. Essa amarra custa caro e atrapalha a realização de nossos sonhos.

Conselho de amiga: faça terapia.
14.4.18


O ano começou há muito tempo. Daqui a pouco faz quatro meses que esse ano começou. E eu aqui. Você também tá aqui? Porque ninguém fala disso?

Um ano se vai, outro ano inicia, fazemos metas, altas expectativas e o que devia ser esperado acontece, quebro a cara, né? Quase nenhuma meta ao menos iniciada e o psicológico fica como? Não fica!

Todos os dias uma nova cobrança juntando com as cobranças dos dias anteriores. São 104 dias de novas expectativas, todas juntinhas no dia de hoje para se juntar a mais outras expectativas para uma festa. Não fui convidada para essa festa mas tenho que fica esperando por todas elas em pé na porta da frente. Rindo sem graça, ombros cansados, não posso sair do lugar, sequer consigo sair do lugar.

A única coisa que posso fazer é esperar e me culpar. O não-fazer é poderoso e insistente, segura meu tronco meu peito, puxa para baixo, só posso esperar.

Mesmo com a insistência dele, sigo tentando manter ao menos uma meta cumprida, pelo menos a desse mês, pelo menos a desse cantinho, só essa por favor. O não-fazer não pode ser tão poderoso assim, preciso ser mais forte. Mesmo cansativo preciso tentar.

O mundo aqui dentro e nada lá fora. Como faço para trazer tudo isso para o palpável? Porque tão difícil? 

Preciso pelo menos ficar em pé, preciso continuar em pé, esperando, tentando, sem sucumbir. Pelo menos esperar...
13.4.18


É dia do beijo, minha gente!
Depois de cuidar do seu gatinho nessa sexta-feira treze, vamos falar desse dia do beijo? Eu ia falar sobre os beijos mais esperados em seriados, mas percebi que me empolgo e espero ainda mais pelos beijos em desenhos (sim, sou dessas!). Separei alguns. Alguns porque assisto muitos desenhos e os amo. Sério, gente, todo mundo merece um pouco de desenho, seja anime ou a tradicional animação nossa do ocidente.
Swod Art Online


Hércules


A Pequena Sereia


Tarzan

Star vs. as Forças do Mal
Esse foi o único que não achei o gif :c
Esse post foi só para esse dia não passar em branco haha qual o beijo em desenhos que você mais esperava ou mais mexeu com você. Me contaa! E me dá dicas de desenhos <3