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Se emocione também com malala

O primeiro livro de 2018 não poderia ser melhor. Eu comprei esse e outros livros em dezembro e só consegui ir buscar essa semana (na qual...

17.2.18

A única foto que eu estou com os três
Hoje é o dia mundial do gato e como eu tenho três gatos, resolvi falar um pouquinho sobre como é criar esses meusfilhosquetantoamo animaizinhos do meu core. Vou colocar aqui a realidade de como é viver com gatos, a minha realidade e o que eu já vivi com eles, portanto não veja isso como uma forma de tentar desanimar alguém que queira adotá-los, eu nunca deixaria meu bebês de forma alguma nem por todas as razões do mundo. Veja isso como a desromantização da adoção de um bichinho e o que é preciso saber antes de adotar ~ e ninguém fala, para quando isso acontecer não ter uma "surpresa" e inventar de abandonar na primeira oportunidade "porque não sabia que era assim".

  • Os gatos precisam de atenção

Muita gente gosta de falar que é melhor criar um gato porque é só botar comida e deixar lá. Mas não é bem assim. Obviamente que o felino tem uma dependência bem menor do que um cachorro, por exemplo, mas não é por causa disso que ele não gosta de atenção. O gato precisa de atenção, mas no tempo dele. Se você quer arrumar um animal para só deixar lá, compra um bicho de pelúcia.

Piercy atrapalhando minha leitura para pedir carinho

  • Os gatos precisam de espaço

Outro mito sobre os gatos: acham que eles podem viver num buraco. Talvez algum gato até viva, mas com certeza não por muito tempo. Isso não é saudável. Eles têm energia para gastar, principalmente quando são filhotes. Depois eles ficam mais dorminhocos e menos enérgicos mas ainda precisam se movimentar. A dica para quem mora em apartamento ou numa casa pequena é colocar algumas estantes para que eles subam e possam fazer as caminhadas deles (ou dormir lá).

Gori em sua versão mais selvagem

  • Eles gostam de ambientes limpos

Há uma semana comecei a fazer uma faxina aqui em casa e percebi que depois disso, os gatos passaram a ficar mais tempo em casa. Ou seja, existem duas observações aqui: 
  1. o que eles puderem fazer para manter a casa limpa eles vão fazer, então se eles estão fazendo as necessidades no lugar errado é porque você não está ajudando eles a te ajudar.
  2. mantenha a sua casa limpa (serious?), principalmente se for uma casa pequena ou uma apartamento, senão eles vão ficar estressados, você vai ficar estressada e ninguém vai ficar feliz. Use eles como termômetro para arrumar a casa.

  • Se você não tiver um terreno, tem que limpar a caixinha de areia todos os dias

As areias para gatos são uma mão na roda para quem não tem um terreno, principalmente porque elas têm um controle de odor e poder de absorção diferente da areia comum, que a gente encontra na rua (e que faz a maior sujeira se a gente tentar colocar dentro de casa para esse fim). Mesmo assim, você precisa limpá-la todos os dias e se você tiver mais do que um gato, várias vezes ao dia. Se ela estiver muito suja, ele vai fazer em outro lugar da casa, talvez até no seu travesseiro (revisando a primeira observação do ponto anterior).

Senhorita no cio, que tem sido um inferno
  • Gato ou gata, se você morar numa casa, vai ter que castrar

Eu tenho três gatos: dois machos e uma fêmea, mas já criei mais outros desde antes de sair da casa da minha mãe. Um deles, o primeiro, morreu envenenado porque gostava de ficar andando por cima da casa das pessoas atrás das gatas, uma pessoa maldosa não estava gostando pois ele afastava as telhas e colocou veneno. Chorei horrores. Depois tive duas gatas e uma delas teve tumor porque minha mãe aplicava vacina para ela não passar pelo cio. No final teve que castrar e fazer uma baita cirurgia que foi muito difícil de cuidar, mas sarou. A outra ninguém esperou e castrou logo para não ter problemas. O aprendizado já está aí mas vou falar ainda dos que tenho agora: desde que arrumei o primeiro, falo que vou castrar todos e ainda não fiz nada e ontem a minha gata entrou no cio. A coitada está no quarto (com o ventilador ligado para arejar, ração e água) para os outros gatos não pegarem ela mas está sendo muito difícil. Que o meu erro sirva de lição por aí.

Caso você more em apartamento e tenha só gatos ou só gatas, sem ter contato com mais nenhum outro felino, talvez nem precise castrar (e nem injeção pelamor). Mas nunca se sabe.

  • Tem vacina todo ano, sim

Não, não é vacina para não entrar no cio. É vacina contra raiva, contra verme e contra tantas outras doenças que podem vir a prejudicar o gatinho se ele não receber esse cuidado. Sempre passando por um veterinário para ele não levar furadas em vão, viu?

E aí, você tem gatos e já percebeu ou passou por algumas dessas situações? Ou está com vontade de criar um? Depois de saber de tudo isso (ufa!) é só dar muito amor, respeitar o espaço e o tempo desses bebês cheios de personalidade e lembre-se: NÃO COMPRE, ADOTE!

8.2.18


Comecei a fazer uma faxina na minha casa há alguns dias, mas não resolvi fazer tudo de uma vez, comecei aos poucos: limpando um dos armários e o fogão num dia, limpando o outro armário e a geladeira no outro... e conforme os dias têm passado sigo com a minha faxina "diária" e repartida. A cada pequeno término vem uma sensação de certeza e o peso que nem sabia que estava sobre mim vai desaparecendo. 

A limpeza sozinha não me daria toda essa sensação, a atenção foi necessária também. Foi a primeira vez que essa casa começou a ter uma faxina que tem dado certo.

Casa. Corpo. Mente. Qual a diferença quando o assunto é cuidado? Há um ano comecei o processo de faxina na minha mente: retirei o desnecessário, organizei o que eu tinha, olhei com outros olhos o que eu não poderia deixar... e a faxina ainda não acabou. Suspeito que nunca vá acabar. Mas se eu chegasse para mim mesma antes disso e dissesse como eu estaria agora, eu não acreditaria.

O processo com o corpo começou em menos tempo. Não estava feliz com que eu estava dando para ele, ele também não estava. Repensei as estruturas, meu corpo não precisava (e até se sentiria menos mal) com muitas coisas consideradas comuns. Não é porque era (e é) considerado comum que me faz bem. Essas coisas também afetavam a mente. As mudanças fizeram mais bem do que eu pensava e bem mais do que só ao corpo.

Esse corpo vai se refazer, as células vão trocar e mudar dentro de sete anos, e ele mesmo não acreditaria nessa mudança há alguns anos atrás. Ele não será o mesmo em nenhum quesito: o processo de limpeza estará terminado (mas não parará).

Se essa casa falasse também não acreditaria nas mudanças que ela tem passado, certeza. Até ganhou um paninho na porta! Feito à mão por um morador dela, não poderia conter mais carinho. Ela não me diz mas eu sei que se sente melhor com isso. Se sente amada. Pretendo fazer com isso não mude e virou regra limpar os pés muito bem antes de entrar ~ e sem sapato.

Faça isso: escolha um local para faxinar, em você ou na sua casa. Limpe, arrume, coloque um paninho bem bonito na porta, deixe a mostra o melhor, mas não aceite que entre qualquer coisa, qualquer pessoa e nem de todo jeito. Dê carinho e cuidado para o cantinho faxinado e não deixe que menos que isso possa entrar.
5.2.18


Ainda tô no clima de ano novo, vida nova e por isso esse projetinho que vai durar o ano inteiro (ou mais? Veremos) para reforçar coisas boas. O Gratitude é composto por mim, Grazi e Guttho e todo início de mês selecionaremos alguns motivos pelos quais somos gratos que aconteceram no mês anterior. Vai ser um exercício mensal, e consequentemente diário, de focar nossa atenção ao que nos faz bem. Vamos gastar nossa energia com o que nos trás coisas boas!

Óbvio que também teve coisas ruins mas a intenção aqui é justamente espantar para lá esses contratempos.

  • Turistamos no Hellcife

Como é que a pessoa mora em Pernambuco, perto da capital e não conhecia o Recife Antigo? Então, essa sou eu. Era! Já que fomos resolver algumas coisas por lá, meu namorado quis me levar. Gente, que coisa linda! Maurício de Nassau fez um trabalho maravilhoso, é como uma viagem no tempo: casas imensas, ruas largas, prédios cheios de detalhes... Todo mundo precisa conhecer. Lá é onde ficava a bolsa de valores, o banco central, os armazéns e onde recebia as encomendas pelos navios ~ que hoje desembarcam em Suape. 

  • Comprei livros aaaaa
Faz tempo que eu não comprava livros, principalmente porque minha leitura tava quase morta, não andava de jeito nenhum, mas ainda bem que as coisas mudam e finalmente voltei a ler, mesmo ingatiando. Na foto que coloquei ali embaixo tá faltando um livro, que já li e você pode ler sobre ele aqui, porque comprei pro meu irmão e já entreguei. Agora tô lendo esse do topo, Misto Quente do Charles Bikowski.

  • Comi chocolate depois de tanto tempo
Desde que tomei a decisão de ser vegana, a parte mais difícil foi não encontrar um chocolate sem leite na minha cidade ~ eu fazia brigadeiro quase todo dia antes disso. E realmente não encontrei. encontrei no Recife e só dessa marca. O sabor não é igual ao chocolate ao leite, obviamente, mas é uma delícia. A AMMA é brasileira e não economiza na customização da embalagem (olha issooo) e na criatividade. Esse era 70% mas também tem o de 55% cacau e não vejo a hora de provar também.

  • Fui ao cinema com minha mãe e irmão
Fomos assistir Jumanji e no final assistimos O Touro Ferdinando e foi ótimo! Chorei do começo ao fim e você pode ver mais sobre o filme aqui. Além disso, fomos na playtoy e suamos de tanto dançar. Descobri que amo esse jogo haha

  • Fomos à praia
Essa é a foto que ilustra o post mas você pode ver mais aqui. Fazia muito tempo que eu não sabia o qu era água salgada no meu corpinho. Fomos em dois fins de semana seguidos, no último passamos a noite e voltamos no outro dia. Nada melhor do que tirar alguns dias para não se preocupar com nada, só relaxar, e tentar bronzear essa pele antes bicolor.

Aqui na frente é o meu bb e lá trás é a caixa cultural


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Queria só deixar um pequeno lembrete aqui, não foi nenhum evento muito bom mas gosto de fazer aniversário e fiz 21 anos. O fato de eu estar lendo é mais importante para mim do que parece, espero que esse momento não passe, só se for para melhorar cada vez mais. Adorei a experiência de trazer à tona as lembranças e as boas sensações que provocaram para mim, espero que os migos também tenham gostado e mês que vem tem mais!

Veja também os posts dos migos:

29.1.18

Faz alguns meses que parei de comer carne e um pouco menos que decidi começar a transição pro veganismo. Tirei a carne como quem tira um sutiã depois de um dia inteiro muito cansativo e suado. Do nada e com direito a um suspiro de alívio, porque parecia que algo estava errado, não devia mais estar ali, só me incomodava.

Tirei mas ainda fiquei comendo ovo, não sentia falta de leite mas comia os derivados. Meu namorado não contestou mas achou que seria uma fase (ele me confessou depois). Ficou preocupado com a quantidade de nutrientes que meu corpo iria receber, principalmente porque foi uma coisa muito rápida e ao mesmo tempo orgânica para mim. PAH! Parei de comer carne! 

Comprou várias verduras, ovos e queijos. Depois ele teve que comer os ovos e os queijos sozinhos pois meu organismo não os aceitavam mais. 

Depois de alguns dias de reflexão vi que podia fazer mais. Esse mais também me faria bem. E foi como um banho gelado cheio de sabonete cheiroso, eu iria ficar limpa e ainda iria mudar o aroma da casa inteira. Estava abrindo mão do que não acreditava e essa é uma das melhores sensações que podemos sentir.

Foi assim com a carne também. Antes de eu finalmente tirá-la da minha alimentação, eu já não estava me alimentando direito. Eu não sentia mais prazer com aquilo, não sentia como se estivesse me deixando forte, sentia enjoos e  o que entrava pela minha boca mal tinha gosto. É claro que a essa altura a ideia do vegetarianismo já estava rondando minha cabeça. Mas eu ainda dizia "ah isso eu não conseguiria de jeito nenhum" para o veganismo, como muita gente diz para o vegetarianismo, paguei pela minha boca, todo mundo pode pagar.

Agora sigo na transição. Acho que é uma transição para a vida inteira porque todo dia a gente descobre um jeito diferente de diminuir a marca que deixamos nesse mundo. Também fazemos parte desse mundo e essa marca também é em nós, mas a gente não percebe isso. A gente sempre acha que o outro está muito distante. Acontece que o outro é nosso vizinho, qualquer som mais alto atrapalha, tira o sono, impede que ele trabalhe direito no dia seguinte e trate os clientes bem, impede que os clientes tenham recebido um sorriso e saído dali satisfeitos... É muito mais "nós" do que "os outros" nesse caminho cheio de verde que escolhi trilhar ~ e recomendo.